
Cenário propício a proliferação da doença
Onde há lixo é certa a proliferação de ratos. Com a ocorrência de alagamentos, a urina infectada expelida por estes roedores acaba se misturando às águas e lama, deixando a população mais exposta a contrair a leptospirose. A doença, que é transmitida principalmente pelos ratos, é um problema desaúde pública que se agrava a cada período chuvoso. Após as enchentes que atingiram o Estado no mês passado, foram confirmados até o momento, pela Secretaria Estadual de Saúde, 27 casos da doença, sendo 11 no Recife.
As demais ocorrências foram registradas em Água Preta, Palmares e Primavera, na Mata Sul do Estado, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, na RMR. Existem ainda 153 enfermos suspeitos de terem contraído a leptospirose. Entre as complicações, o paciente pode chegar a ter insuficiência renal e hemorragia, sendo a mais comum a pulmonar. Em casos mais graves, é necessário internamento.
A principal forma de prevenção é evitar contato prolongado com água contaminada. O uso de botas e sacos plásticos nas mãos e pés são algumas medidas a serem tomadas, se o contato com a água for inevitável.
Um diferencial importante nos sintomas da leptospirose é a ausência de dor nas articulações. “Como o tempo de incubação dura de dois a 20 dias, o diagnóstico precoce não é muito fácil, a não ser que o paciente diga que teve contato com água contaminada”, explicou o infectologista e coordenador do setor de epidemiologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), Vicente Vaz.
De acordo com a diretora de Vigilância Epidemiológica e Ambiental do Estado, Rosilene Hans, o número é menor do que o esperado, tendo em vista a ocorrência das enchentes. “Equipes do Estado e de alguns municípios da RMR estão aplicando raticidas nas cidades atingidas, ao mesmo tempo em que é feito um trabalho de conscientização com a população”, informou.
Fonte: FolhaPE